Já ouviu falar em ‘Managed Hosted Public Cloud’?

O modelo une a agilidade e os atributos de terceirização da nuvem pública à privacidade, controle e benefícios da configuração customizada de uma nuvem privada

 

Em qualquer domingo, se você passar na casa dos De Luca na hora do jantar, nos encontrará em torno de uma pizza artesanal em forno de madeira aromática. Sendo natural de Melbourne, eu admito abertamente que sou meio esnobe com relação à comida, o que significa que até a minha exigência de pizza para viagem tem que ter um upgrade de pelo menos duas estrelas do Guia Michelin. Mas apesar da minha herança italiana, sou simplesmente incapaz de reproduzir o gosto autêntico do Sul. Para isso eu me apoio no Rocco, um pizzaiolo nepalês com 20 anos de experiência. E com um menino de 2 anos que é incapaz de ficar parado 30 segundos, jantar em casa é a melhor maneira de saborear as suas pizzas.

Então o que é que esse nosso ritual dos domingos à noite tem a ver com o negócio de TI?

Segundo Albert Barron, um arquiteto de software da IBM, esse parece ser um ótimo jeito de explicar os diferentes modelos de nuvens. Com algumas pequenas mudanças, pensei em utilizá-lo para explicar os diferentes modelos de Infraestrutura-como-Serviço (IcS).

No contexto da infraestrutura de aplicações empresariais, o modelo “Feito em Casa” é análogo a arregaçar as mangas para produzir a base de hardware, temperando-o com os softwares e serviços adequados para o seu negócio e consumindo-o no seu próprio data center. Pois é, eu sei o quanto isso soa estranho, mas me acompanhe um pouco mais.

Embora o modelo “Feito em Casa” tenha sido o jeito mais comum de construir infraestruturas ao longo das últimas duas décadas, no mundo dos sistemas abertos grande parte disso está migrando para infraestruturas integradas e consumidas como uma nuvem privada. A tendência é clara: em 2013, enquanto as encomendas de servidores e armazenamento estavam em baixa, a IDC estimou que mais de 3.200 unidades de infraestrutura integrada foram encomendadas somente na região do Pacífico Asiático (fora o Japão), representando um aumento de 140% sobre o ano anterior. Você pega os ingredientes de um fornecedor e a sua receita, e a cozinha no seu próprio data center. Na nossa analogia de pizzas, isso significa fazer um passeio no corredor da comida congelada e comprar uma pizza do tipo “Compre e Leve ao Forno”.

Como uma maneira de dar início à sua jornada rumo à nuvem, por que esse jeito é o mais fácil de se entender? Quando se trata de aplicativos de design e provisionamento como o Exchange, SharePoint e SQL, os ingredientes são virtualmente os mesmos para cada ambiente, e apenas a escala, ou no nosso exemplo de pizzas, o número de fatias, muda. O benefício de o fornecedor montar, testar e certificar uma solução integrada em vez de fazê-lo pelo seu departamento interno de TI agrega várias vantagens ao negócio, incluindo uma agilidade crescente por meio da aceleração da implantação e da redução de custos operacionais advinda do maior uso de automação de software.

Por outro lado, não há dúvida de que a nuvem pública (o modelo “Jantar Fora”) está experimentando níveis crescentes de adoção. A eliminação completa de propriedade de infraestrutura e os modelos de precificação de tipo pagamento-pelo-uso fazem o CIO parecer um mágico aos olhos do CFO. Mas ao passo que a nuvem pública pode ser uma ótima opção para certos tipos de carga de trabalho e dados, alguns CIOs mais sagazes já perceberam que as nuvens públicas não serão, por si sós, capazes de atender a todas as suas necessidades atuais.

E isto traz a questão: por que não obter o melhor dos dois mundos? Bem, a resposta é que você deve, e pode. É a chamada Managed Hosted Public Cloud.

No mundo das terminologias da nuvem, é um nome complicado, eu sei, mas ela une a agilidade e os atributos de terceirização da nuvem pública à privacidade, controle e benefícios da configuração customizada de uma nuvem privada. Para o negócio, ela permite atender às exigências de soberania, governança e compliance com maior segurança. Para a TI, permite ocupar uma posição de terceirizar as operações de infraestrutura com o tempo. De volta à nossa analogia com as pizzas: é a opção “Pizza a domicílio”, na qual o forno (o data center), o gás e a energia elétrica (Energia / Resfriamento) são acrescentados ao pacote. Mas este é o ponto crucial: mesmo quando escolher a opção “a domícilio” não deixe de levar em consideração o pizzaiolo (os experts), vai ser toda a diferença no resultado final do produto que você vai por na mesa.

 

(*) Adrian De Luca é CTO da Hitachi Data Systems para a região da Ásia e Pacífico, além de responsável pela região no Escritório Global de Tecnologia e Planejamento (Global OTP)

Deixe uma resposta